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Oro en Bela Vista…

Posted by buson en octubre 14, 2004

Tomado de:
http://200.181.30.165/mto/curiosidades.html#vilabela

Vila Bela: 248 anos de isolamento

Escrever sobre os 248 anos de isolamento dos negros, que desde 1752, habitam o Vale do Guaporé, trazidos de diversas regiões da África, pelos colonizadores portugueses para trabalhar como escravos nos garimpos de uma região inóspita com mais de 60 mil quilômetros quadrados não é uma tarefa fácil. Os negros, escravos, no passado recente e seus descendentes, principalmente os que vivem na região de Vila Bela de Santíssima Trindade, que apesar de todas as desgraças, preservam suas culturas e tradições merecem respeito e admiração.

Que Vila Bela da Santíssima Trindade já foi capital de Mato Grosso, isso não é novidade. Difícil é compreender e entender, como os escravos tiveram força e coragem, para enfrentar as doenças tropicais, o isolamento, o confronto com os índios Inhambiquaras e Parecis, mantendo ocupada uma vasta faixa de fronteira ameaçada de invasão pelos espanhóis que ocupavam há época à América Latina e ameaçavam invadir o território brasileiro, dando um verdadeiro show de brasilidade e civismo.

Não vamos ser hipócritas, não reconhecendo a importância dos portugueses, neste processo do descobrimento e abertura de novas fronteiras, todavia, sem a mão-de-obra escrava dos negros eles não teriam conquistado muita coisa e talvez hoje a história fosse outra. Os portugueses, vieram e voltaram, levaram grande parte de nossas riquezas, ouro e prata, deixando os crioulos na miséria e abandonados, nos pequenos quilombos que ao longo dos tempos se formaram dentro das matas, infestadas de mosquitos, malária, cobras, aranhas e de vez em quando alguma onça pintada de contra-peso.

A mão-de-obra escrava arrancou do sub-solo de Mato Grosso na região de Vila Bela da Santíssima Trindade, durante 67 anos quando o império português, manteve aqui nove governadores, uma fortuna incalculável em ouro que foi transportado de barco para o outro lado ao Atlântico. Não há registros ou documentos que revelem a quantidade exata de ouro que essa região produziu. No entanto, informações fornecidas pelo pesquisador, Elisio Ferreira de Souza, descendente de escravos dão conta que antes de transferir a capital de Vila Bela da Santíssima Trindade para Cuiabá, em 1820 o último Capitão-general que governou o Estado, Francisco de Paula Magessi Tavares de Carvalho, enviava mensalmente 3.500 quilos de ouro para o seu País, no começo da decadência de Vila Bela.

Pois é. Entre, os anos de 1769 e 1771, no governo do Capitão-general, Luis Pinto de Souza Coutinho, foram arrecadados 246.620 oitavas de ouro, o equivalente a 60 arrobas de uma só vez. Em janeiro de 1772, estabeleceu-se em Vila Bela a Casa de Fundição de ouro. Ele era pesado, reduzido as barras e carimbado com certificado de peso, qualidade, quilate e valor, conforme relata outro pesquisador da história de Vila Bela da Santíssima Trindade, o padre Geraldo José dos Santos.

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